Efêmero

Tenho observado os dias passando e isso me faz pensar na fragilidade da vida.

A gente abre os olhos todos os dias de manhã, alguns com praticamente tudo planejado e outros no famoso modo “deixo a vida me levar” e ninguém, isso mesmo, ninguém imagina a quantidade de pequenos detalhes passando batido bem ali, diante dos olhos. Esses detalhes minúsculos da vida é que fazem toda a diferença. São nesses detalhes que encontramos aquele sorriso inesperado que é capaz de mudar o rumo do dia, são nesses detalhes que encontramos aqueles “presentes” inusitados que nos arrancam aquela gargalhada de doer a barriga. São nesses detalhes que encontramos nós mesmos. A pressão diária, as cobranças, o estresse e toda aquela carga negativa que nos corrói todos os dias nos cega, mas basta observar os pequenos detalhes, mesmo que por pouco tempo, que vemos tudo aquilo que estava esmagando o peito ir embora aos poucos e a sensação de se libertar de toda a negatividade é algo surreal.

Pensar nisso me faz ver o quanto a vida é passageira, pois me faz ver que não adianta o quanto a gente trabalhe, o quanto a gente batalhe, um dia todos nós partiremos. Então por que não viver intensamente tudo que há de melhor? Por que não fazer cada segundo valer a pena? Por que não viver um dia de cada vez como se fosse o último?

A efemeridade da vida me assusta tanto que é como se eu parasse de existir aos poucos.

Mas se a cada novo dia é um dia a menos de vida, então sim, eu aos poucos estou deixando de existir. E assim, estamos todos nós. Estou, aos poucos, tentando fazer com que cada segundo que me reste  aqui valha a pena e isso tem sido muito bom. O tempo é curto, mas as coisas boas da vida não. Que tal viver intensamente?

A vida é tão corrida, tão massante e estressante que a gente nunca percebe os detalhes. E como eu já disse, são os detalhes que fazem a diferença. São nos pequenos detalhes da vida que encontramos aquilo que pode nos fazer feliz. Mesmo que a felicidade dure apenas alguns instantes.

Viver é algo raro. O tempo passa cada vez mais rápido e tudo, tudo muda. O relógio da vida não para, então o que você está esperando para aproveitar melhor o seu tempo?

 

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O elo.

O ditado diz que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

Às vezes penso que o lado mais fraco é aquele da pessoa que sempre sente mais, afinal, quando o nó arrebenta, é ela quem mais sofre. E hoje parando para observar isso mais de perto, consigo perceber que não, o lado mais fraco não é o de quem sente mais, não é o de quem sofre mais. O lado mais fraco é aquele daquela pessoa que não se doa por completo, é o lado daquela pessoa que tem medo de se jogar e sentir.

O lado mais fraco de uma história é sempre aquele onde a pessoa prefere magoar do que ser magoado. É aquele onde a pessoa mantém o orgulho para não se sentir frágil, mantém o orgulho para não se deixar sentir.

Não se permitir amar o tanto que se quer ser amado é e sempre vai ser o lado mais fraco de uma história, pois o amor é forte. O amor é sempre profundo. O amor é e sempre vai ser intenso. E não se deixar mergulhar nesse mar de sentimento é o maior pecado do ser humano.

É uma pena que muitas pessoas sejam fracas o bastante para não se deixar sentir. Quem sente, quem se doa e só quer ser amado de volta é o lado mais forte da história, porque esse sim sabe qual é a real definição do que é o amor.

O trem

A cada instante que passa, sinto algo se renovando em mim. É como se cada pedacinho meu se desfizesse e se transformasse em algo novo, maior e melhor do que outrora fui. Os segundos, os minutos e as horas passam no relógio e aos poucos eu me sinto bem.
Ei! Ei você aí! Você mesmo! Se lembra de mim? Eu sou aquela que você deixou pra trás. Eu sou aquela que costumava cuidar das tuas feridas enquanto você vivia suas batalhas internas. Eu sou aquela que ficou parada na estação da vida quando você resolveu pegar o trem e seguir em frente. Olha só para mim agora. Olha só para quem eu me tornei. Você achou que eu me tornaria um resto de trapo que você largou para trás, não é? Você achou que eu me tornaria uma casca vazia sem você. Mas olha só, olha bem na minha cara, olha dentro dos meus olhos e veja que dia após dia, a nossa guerra vai chegando ao fim. Dia após dia, eu venço essa batalha que é você. Dia após dia eu me curo das feridas que você deixou.
A cada novo dia que chega, um pouco de você vai embora. A cada hora que passa, eu me despeço um pouco mais de você. E a cada minuto que passa, um novo trem se aproxima. Estarei no próximo vagão e espero não mais te encontrar.

Canção desastrada

“Mas se eu pudesse encontrar outra forma de amar que me fizesse esquecer do que me fez sofrer… Sem ter razão, eu te dei meu coração sem saber que eu precisava dele pra viver.”

Agora o relógio marca pouco mais das três da manhã.
Há dias eu venho tentando tapar os cortes, venho tentando esquecer as dores, as lembranças, as cicatrizes e tudo que faz parte de você. Quanto mais eu tento, menos eu consigo. Cada instante que passa, você impreguina ainda mais em mim e isso é uma tortura. É uma tortura não saber mais nada de você. É uma tortura ter baús enormes de lembranças de alguém que eu não conheço mais. Às vezes tudo que eu queria era perder a memória e esquecer você, esquecer o que fomos e esquecer de quem eu era com você.

Eu te odeio, sabia? Eu odeio a sua risada que não sai de dentro da minha cabeça. Eu odeio o seu sorriso que fica estampado aqui dentro toda vez que eu penso em você. Eu odeio o som da sua voz. Eu odeio aquela música que falava tanto de nós dois.

Eu passei a odiar qualquer coisa que me lembre de você só para ter o que reclamar, só para ter o que odiar na esperança de esquecer você. Na esperança de me livrar de qualquer resquício do que fomos um dia, mas ei, olha só você aqui de novo. Você me observa com seus olhos curiosos enquanto digito letra por letra aqui. Você sorri de canto esperando eu terminar só para poder dizer o que pensa disso. E pra rir da parte que eu digo que te odeio só porque você sabe que não é verdade. Só porque você sabe que eu nunca, nunca te odiaria.

Eu queria conseguir me desprender de você. Eu queria poder partir ou te deixar partir sem levar nada do que ficou. Nada das tristezas, dos choros, de tudo de ruim que ficou. Eu queria conseguir ir embora e levar comigo apenas teu sorriso e tua risada, porque isso… Isso é tudo que eu mais amei em você. Tudo que eu sempre quis guardar de você.

E é por isso que você ainda continua aqui. Porque eu não te deixo ir embora. Eu te guardo dentro de mim como se precisasse de você pra respirar. Mas eu não preciso, eu não preciso de nada que venha de você. O que eu preciso é seguir em frente. Mas como seguir se meu corpo, minha alma e meu coração me imploram pra ficar?

“E se não chegar a ti essa canção desastrada, sei que vai me ouvir ecoando a madrugada (…) Não importa quanto tempo essa canção vai voar com o vento até você voltar. Não existe outra saída, deixa eu entrar na sua vida pra ela não acabar.”

Deixa eu ficar.

A gente morre sozinho.

Essa é só mais uma daquelas infinitas noites em que eu me vejo sozinha e das quais eu imploro pra conseguir dormir, mas nunca consigo.

Não, não é um texto dramático e tão pouco estou me fazendo de coitada. Mas…

Vamos falar de solidão?

A solidão está sempre dentro da gente. Você pode até achar que não, mas ela está sempre ali quietinha só observando a hora de agir. Está sempre na espreita esperando a hora de dar o bote. Ela sabe quando você está bem, sabe quando está mal e sabe que, quando você reza para que ela não apareça, é (infelizmente) a hora do seu show. E por incrível que pareça, ela só aparece quando eu praticamente tô implorando pra ela não me atacar. Mas acontece que ela é sádica, ela é cruel. E assim como várias pessoas, ela não se importa com você. E muito menos comigo.

É triste ver que as pessoas são feitas de solidão. Ver que é sempre tudo automático, tudo feito pra cair.

Às vezes é difícil compreender que posso ter várias pessoas comigo, mas um dia, uma hora vou estar sozinha. E é nessa hora que o peso de ser quem sou dobra. É nessa hora que eu vejo que não sou e nunca vou ser o bastante.

É triste ver que não importa o que aconteça, não importa quem você seja e o que você faça, você é sozinho. E infelizmente…

A gente morre sozinho.

Veja bem, meu bem…

Há tempos tenho tentado te escrever pra dizer o quanto eu te quero, sei que palavras não chegariam nem perto do que eu sinto e para te fazer entender, ainda assim resolvi escrever.

Desculpe pelo texto miudinho, é que só quero demonstrar o carinho que eu tenho por ti. É que eu só quero dizer que eu só penso em você e que a cada segundo eu sinto a sua falta aqui bem do meu lado.

É que eu preciso dizer, preciso escrever e deixar registrado por aí o quanto sou tua e que todo meu amor é teu.

Se pudesse medir a intensidade desse amor, seria como calcular a distância da Terra até o planeta mais distante. Seria como contar diariamente todos os milésimos de segundos dos 365 dias do ano e, ainda assim, não seria suficiente porque esse amor é grande… Esse amor é infinito.

Cada dia que passa, tenho mais e mais vontade de dormir e acordar do seu lado, viver uma vida inteira contigo e dedicar todos os meus dias para te falar do meu amor.

Cada dia que passa, tenho vontade de sussurrar no teu ouvido o quanto sou feliz por ter você, te ver dormindo e em seu peito adormecer, porque como diz aquela música (isso aquela mesma que um dia eu te mandei…)

“Eu tô com uma vontade danada 
de te entregar todos os beijos que eu não te dei
E eu tô com uma saudade apertada de ir dormir bem cansada
E de acordar do teu lado pra te dizer
Que eu te amo
Que eu te amo demais”

Eu te amo, meu bem. Amo ontem, hoje, amanhã e por cada dia que eu respirar.

Ps: talvez esteja um pouco confuso, mas você sabe como me entender.

Sobre as coisas que ela não diz a você

Ela te ama de um jeito que não sabe explicar, de uma forma como nunca havia experimentado antes. Às vezes, você parece um sonho bom que mudou o tom da vida dela, sempre tão comprida, sempre tão cinza. Você é a cor que faltava aos olhos dela. Ela pensa em você desde que acorda até a hora em que se deita para dormir, mas não dorme; quando consegue, sonha contigo. Você acha que é um exagero? Pode até ser, mas ela só sabe sentir se for assim: em demasia. O pouco não lhe basta, o meio não lhe agrada. Ou é tudo ou é nada. Ela te ama tudo. Mas tem dias que ela se sente só nesse sentimento. Uma palavra pode mudar o dia de alguém, moço. Qualquer palavra sua muda os dias dela. Não é uma questão de cobrar atenção, entenda. Faz parte das sutilezas do amor. Um carinho, um abraço inesperado, um gesto que só vocês dois entendem no meio de tantas pessoas, um olhar, um sinal de vida. Qualquer coisa que a faça saber que você está pensando nela, que você deseja estar com ela. Ela sente falta, moço. Insegurança? Sim, você sabe das neuroses dela. E a ama mesmo assim, não ama? Se ama, diga sempre que estiverem junto, diga todos os dias, diga a qualquer momento, mas diga. Ela precisa das suas palavras, são vitais. Não importa quantas vezes você já disse, diga. Talvez isso a ajude a apagar algumas lembranças ruins, algumas coisas que ainda a machucam, que ainda a fazem chorar escondida e guardar no travesseiro os tantos pensamentos que não conta a você. Palavras são confusas, há sempre algo de vazio nelas. Preste atenção ao que ela lhe diz, e mais atenção ainda ao que ela não diz a você. Quando você pergunta “tudo bem?”, a mente dela é invadida por um furacão de coisas que a deixam meio que perdida, mas ela sempre responderá “sim, e contigo?”. Porque o silêncio é refúgio quando precisa fugir de si mesma. Apenas a abrace e diga que a ama, certo? Certo. Você é a única pessoa no mundo inteiro que pode fazer isso. Então, faça sempre que puder.

Texto da querida Dani Lusa retirado do blog: http://retratosdaalma.com.br/

Amor, infinito… Amor.

Cada minuto que passa, um buraco se abre em mim. A cada instante é um tormento sem fim.

Observo as paredes, os móveis, a cama, o teto e tudo que está meu redor. E em todo lugar que eu olho, a única coisa que eu vejo é você. E agora sei que estás cada vez mais distante, cada vez mais impossível e apesar de tudo, ainda estou aqui.

Meus olhos vagam por todos os lugares procurando os teus, mas tudo que encontram é saudade tua e então eles choram. E a cada lágrima que cai, um pedacinho de mim se desfaz. A cada lágrima que cai, eu sinto ainda mais a sua falta.

Então volta, meu bem. Volta logo porque teu lugar ao meu lado te espera. Volta logo porque o meu abraço te aguarda. E em mim há um lugar só teu, porque a minha vida é tua e tudo que há em mim sempre será somente teu. Meus braços, meus abraços, meus sorrisos, meu corpo e meu coração.

Porque aonde quer que você vá, estarei sempre com você em alma e pensamento.

Porque eu te amo mais do que se pode amar algo ou alguém. Eu te amo além do que próprio amor pode amar.

Porque você tem sido o meu amor, o meu vício, meu abrigo, meu amigo e a minha vida.

Você é a minha vida, meu bem, meu amor. Tão belo, tão puro e sincero.

Tão simples, simplesmente o meu amor.

E arde mais que brasa em pele quente, você olhando pra mim.

O encontro foi inevitável, os olhos se encontraram. Nos olhos dela eu vi toda sua dor. Os olhos tristes e fundos me encaravam sem nenhuma reação. A cada piscada, seus olhos ficavam cerrados prontos para chorar.

Ela estava imóvel, apenas me fitando. O que poderia ser dito para aquele ser tão pequeno e aflito? Nada, pois ela estava tão perdida quanto eu.

Nada poderia ser feito, pois apesar de estar sempre em sua companhia (mesmo quando ela não me vê), ela é a única que poderia fazer algo por si própria. Mas ela é fraca e sempre, sempre me procura.

Ela não sabe, mas cada vez que nos encontramos, o abismo entre ela e a vida se abre um pouco mais e não há nada que eu possa fazer, pois sinto o prazer em sua dor e adoro a sua procura porque é isso que me mantem aqui, viva dentro dela.

Seus olhos castanhos, desde o nosso primeiro encontro, estão sempre apagados como as bitucas de cigarro daqueles que ela chama de amigos. Ela não fuma, mas todo dia se mata de outras maneiras. Remédios que apesar de não surtirem mais efeito, ela toma.

Outras drogas também fazem parte do seu “suicídio”, mas o que a consome de verdade é a minha presença.

A cada dia que passa ela cai um pouco mais sem que ninguém saiba. Ninguém além de mim.

Ela não sabe, mas eu sou sua melhor companhia. A solidão. Solidão que ela vê refletida no espelho em todas as vezes que ela o encara.

Eu consumo.

Eu corroo.

Eu destruo.

E no frio da sua alma eu habito.

Ela agora chora e o caos em sua mente se faz presente e a enlouquece um pouco mais. Seus olhos marrons perderam o brilho e nós duas sabemos que não há saída.

Ela vai me encontrar mais vezes. Eu vou estar sempre naquela rua suja onde ela se diverte e no final, serei a única que vai acompanhá-la no caminho para casa e em qualquer lugar que ela estiver.

E onde quer que ela vá, estarei sempre presente, porque ela nunca me abandona.

Ela sempre vai e volta. Para mim, solidão.

Abismo.

Seria menos clichê se eu escrevesse isso de outra maneira. Mas se até a própria vida é clichê, então eu também posso ser.

Os dias estão passando e junto com eles, a minha alma vai se esvaindo de mim. Já não sei mais quem sou ou de onde venho. Já não sei quem fui e muito menos para onde vou.
Os dias têm passado e nada do que eu faça ou diga faz sentido. Estou sempre indo e vindo, mas sempre paro no mesmo lugar, no meio do nada dentro de mim. Não há bússola ou GPS que faça eu me encontrar, pois me perdi há tempos. Perdi-me quando nasci. Não há caminho ou solução. Não há luz no fim do túnel ou esperança para quem já se perdeu.
Estou sentada à beira do abismo que é estar dentro de mim. Estou no meio do labirinto que sou.
Os dias passam e nada passa por aqui. Talvez você venha. Ou talvez você vá.
Não sei… Mas ainda continuo aqui. No abismo que sou.